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Mostrando postagens de Abril, 2014

prosa poética 4

Fatos

poema 232

poema 231

Falta brilho à fogueira que arde sem luz Que perdura muda
Chama que não inflama Calor que não aquece
É fria sua unidade laranja Lateja neutra sua incandescência
Seu baile é calado
Sua dança é de morte

DENTRO DE UM ELEVADOR

No elevador, sobem três pessoas. Dois seguranças que trabalham no lugar, um homem e uma mulher, ambos passados dos cinquenta anos. O terceiro é um rapaz mais jovem que trabalha em um dos departamentos da empresa e que permanece em silêncio.
HOMEM
(Estalando os beiços, expansivo e sorridente)

Vamo toma um banho em casa, flor? Eu te dou um banho.

MULHER (Demonstrando um misto de contrariedade e graça)

Sai pra lá, véio. Tá frio. Vou pra casa.

HOMEM (Acariciando levemente o ombro da mulher e sorrindo ternura)

Prosa poética 3

O VENTRE SECO

4. E já que falo em proselitismo, devo dizer também que não tenho nada contra esse feixe de reivindicações que você carrega, a tua questão feminista, essa outra do divórcio, e mais aquela do aborto, essas questões todas que "estão varrendo as bestas do caminho". E quando digo que não tenho nada contra, entenda bem, Paula, quero dizer simplesmente que não tenho nada a ver com tudo isso. Quer saber mais? Acho graça no ruído de jovens como você. Que tanto falam em liberdade? É preciso saber ouvir os gemidos da juventude: em geral, vocês reclamam é pela ausência de uma autoridade forte, mas eu, que nada tenho a impor, entenda isso, Paula, decididamente não quero te governar.