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Mostrando postagens de Julho, 2014
Essa singular vaidade do homem que se deixa e quer crer que aspira a uma verdade quando o que ele pede a esse mundo é um amor.
A DESMEDIDA NA MEDIDA. Cadernos (1937-39). Albert Camus.

poema 249

Corpos ausentes Encarnam tensões pré-fabricadas
Antes o sorriso Agora, a raiva
Almas sem ordens Ou obrigações Não param em pé...
A contemplação vive atrás das coisas E o entendimento é dom de raízes

poema 248

Renúncias calcinadas Sopram, erguem Folhas mortas
O baile de ausências Alimenta a voz raivosa que Muda Late pra dentro
A marionete sorridente Pisa em brasas quentes E o beijo É adaga

poema 247

Nunca he sentido Con tanta fuerza La violencia que son Las fronteras 
Un cuerpo fisico  Quiere seguir
Por un mundo fisico Pero no le dejan 
Siguen los perros  Sigue el viento Pero al hombre No le dejan seguir
Con sus ojos Toca al mundo adelante Pero no puede seguir
Con el alma Vive los pasos imaginados Pero no puede seguir
Las frontreras Son un gran acto de violencia Y yo volvere a soñar Con un mundo sin ellas

poema 246

Mulheres grávidas Reciclam o nada
Niños desafiam sus viejos
Motos cobertas de pó Gemem
Jovens desfilam laços bem dados E futuros homens Engendram volúpias 
Os cães por aqui São maiores E o silêncio
Pesa quilos

LACERIA

No codicies mi boca. Mi boca es de ceniza Y es un hueco sonido de campanas mi risa.
No me oprima las manos. Son de polvo mis manos, Y al estrecharlas tocas comida de gusanos.
No trences mis cabellos. Mis cabellos son tierra Con la que han de nutrirse las plantas de la sierra.
No acaricies mis senos. Son de greda los senos Que te empenas en ver como lírios morenos.
Y aun me quieres, amado? Y aun mi cuerpo pretendes Y, largas de deseo, las manos a mi tiendes?
Aun codicias, amado, la carne mentirosa Que es ceniza y se cubre de apariencias de rosa?
Bien, tomame. Oh laceria! Polvo que busca polvo sin sentir su miseria!

Confidências com o mar

Hoje vim trocar Confidências com o mar
Hoje vim trocar Confidências com o mar
Mas logo de falar Eu deixei Pra escutar...
Mas logo de falar Eu deixei Pra escutar...
O quebranto das ondas Seu lindo chiar
O quebranto das ondas Seu lindo chiar
O quebranto das ondas  Seu lindo chiar

TENGO GANAS DE RISAS RAQUEL

Imagem
tengo ganas de risas Raquel ganas de ir al cine a ver aquella película gana de ver las rosas y no ver las rosas tengo ganas de tomar el café con leche y beber beber beber beber aquello y esto y lo que tu das y lo que yo ofrezco ganas de ir y no ver aquella película tengo ganas de ti y de aquel  pero más que de ti y de aquel tengo ganas de Coca y de Raquel

poema 245

Quiero escribir una poesia Que a mi me guste Que sea simples Como o pássaro que o pai diz olha E o filho vê...
Un poema Cuja extensão se domine Con una mirada...
Quero a fome de ar Do mergulhador que retorna
Não quero um voar sem asas... Peripécias linguísticas...
Não tenho tempo E além do mais Sou besta
Também não quero falar sobre poesia... Não sou esperto pra isso E me demoro tanto Nos troncos retorcidos E no vigor do sol...
E se brilho eu não tiver Que minhas palavras contenham A verdade de uma graminha....

AQUELARRE

Con vida pagué la vida. Anduve en amores perdidos.
Quise a todos. A nadie quise. La noche fue una fiesta para mí.
Teatro invisible el amor.
Danza ciega de actores de reparto. 

poema 187

Pontos negros planam lentos acima.
A cada esfera de azul mais





lentos.

Abaixo plumas passeiam esboçando ruídos.
E ali logo ali naquele galho condensa-se um pássaro:
é um bem-te-vi.