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Mostrando postagens de Janeiro, 2015

poema 265

A tarde agita cortinas O vento espalha café O azul se decompõe em rastros pelo céu
Sólido, o silêncio comunica E derruba a suspeita das coisas
Não há mistério E o lance de dados É ver nas coisas
O reflexo de si mesmas

poema 264

Na sombra laranja
novos verdes se formam

As cores do cerrado são esgarçadas e longas
Não há passos
no silêncio de araras

poema 263

Espaço-tempo
Sombras, matizes
Sombria espera
Pra quem entrevê raízes

poema 262

A vida é movimento
superação do pensamento.
Merece o verde
quem caminha a campina.
Compreende o azul
quem se debate entre azuis.
O conceito de prazer
enquanto preguiçoso deleite
enche a praia de porcos.